Porque não consigo emagrecer?

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É trabalhoso seguir uma dieta, quase tanto como é compensador olhar no espelho ou para a balança e apreciar os resultados. Só que, frequentemente, depois de todo o esforço, pensando que seguiu uma dieta à risca, você chega à balança e pura e simplesmente o resultado não aparece refletido. O problema, dizemos, está nos detalhes que, muitas vezes, não são respeitados e que, embora pareçam pormenores, no final são mesmo por maiores. Aqui segue uma enumeração dos erros mais comuns que, no fim, custam caro:

Esquecer o açúcar presente nos alimentos

O açúcar é uma das maiores fontes de energia para o organismo, e está presente na grande maioria dos alimentos que ingerimos. Só que, se o tomarmos em excesso, ele rapidamente se armazena sob a forma de gordura e pode, até, fazer crescer o apetite. Se ingerir muito açúcar, a resposta natural do seu organismo será a produção de insulina. Só que, com a entrada desta na corrente sanguínea, o cérebro vai receber a informação de que o sangue tem baixa taxa de açúcar, causando-lhe uma sensação de fome.

Assim, é essencial que leia os rótulos dos alimentos para perceber quanto açúcar têm. Se não vir a referência a açúcar, tente encontrar xarope de milho, melado, açúcar invertido, maltodextrina, dextrose, glucose, açúcar mascavado, frutose ou sacarose ou mel. Qualquer destes ingredientes são ricos em hidratos de carbono, e representam bem o açúcar disfarçado nos alimentos. Entre os principais fornecedores de açúcar da nossa dieta quotidiana estão o chocolate, frutas cristalizadas, sumos de pacote, barras de cereal e cereais matinais.

Interprete o rótulo, não se limite a ler

É usual atualmente o surgimento de alimentos que primam por ter 0% de gordura ou serem altamente ricos em fibras. Só que apenas isso não chega para saber se o alimento é bom para a sua dieta. Tem de o comparar com os outros componentes da tabela nutricional. Assim, é conveniente que leia na mesma toda a tabela nutricional e, na posse de todos os elementos, pense e decida se aquele alimento é ou não indicado para o ajudar a alcançar o seu fim de emagrecer. Lembre-se ainda que as tabelas estão feitas para uma dada porção, pelo que tem de calcular para toda a embalagem para conseguir chegar a uma conclusão informada.

Julgar que um produto, só por ser light, é melhor

Os alimentos light ou diet têm como principal característica a ausência de açúcar, proteínas ou gorduras. Só que isso apenas faz com que sejam indicados para pessoas com doenças metabólicas como os diabetes. Isto porque, em termos de valor calórico, este pode até superar o dos correspondentes alimentos normais. Além disso, como os referidos ingredientes são suprimidos da composição destes alimentos, o sabor tem de ser mantido por outras vias, pelo que são adicionados outros elementos que podem igualmente ter efeitos prejudiciais ao seu objetivo.

Não retirar a fina camada de gordura das carnes

Não importa se, ao decidir comer carne vermelha, escolha a mais magra de todas, como a maminha. O que é certo é que, mesmo aí, tem de retirar a gordura existente à volta da carne. Essa fina camada de gordura, saturada, é a principal responsável pelo elevado valor calórico da carne vermelha. Se a retirar, pode comer essa carne com maior frequência.

Petiscar aqui e ali, ingerindo calorias fora da contabilidade

Já todos caímos no erro de tirar aqui e ali um bocadinho da bolacha ou da sobremesa de um amigo sem sequer nos passar pela cabeça que temos de contabilizar as calorias aí ingeridas. Parecendo inocente, o erro é grave: um só pedaço de bolacha, salgadinho ou sobremesa pode acrescentar um número não tão inocente de calorias na dose diária. Além disso, como se tratam de alimentos com hidratos de carbono refinados em abundância, a vontade de comer mais vai aparecer. E em força. Por isso, já sabe: evite lanches com amigos, ou pelo menos vá ter com eles sem fome nenhuma. Ou então a coisa complica-se.

Desprezar as calorias dos condimentos

De nada serve preocupar-se em pedir um cachorro quente com salsicha light e pão integral, se depois vai inundar a sandes de ketchup e mostarda ou maionese. Assim como também é inútil decidir jantar só uma sopa se lhe vai deitar queijo parmesão ou algo do género em cima para dar sabor. A lição é simples: os condimentos podem encher de calorias uma refeição à partida inocente. Além disso, são ricos em sódio, conservantes e aromatizantes, o que não só faz mal à dieta como também à sua própria saúde.

Comer apenas quando sentir fome

Não caia nessa armadilha. Tomar as refeições com fome é o pior que pode fazer. Em primeiro lugar, porque o seu prato vai ficar bem mais cheio do que deveria, e em segundo porque você não vai sequer parar para pensar nas escolhas que está a fazer. Quando tem fome, é-lhe mais complicado resistir aos impulsos que lhe dizem para comer tudo o que tenha calorias para que o seu corpo possa armazenar comida para enfrentar um posterior novo período de fome. Nestas ocasiões, é comum misturar hidratos de carbono de fontes diferentes (batata e arroz, por exemplo) e fazer o mesmo com proteínas (carne e ovo). O que está errado. Assim, a conclusão é a seguinte: a fome afeta o seu discernimento. Não se deixe chegar a esse ponto.

Deixar de comer hidratos de carbono

Retirar os hidratos de carbono da sua dieta apenas vai fazer com que retire também toda a energia da sua dieta. Isso vai fazê-lo sentir irritado e desmotivado, e pode inclusivamente destruir os seus planos de emagrecimento. Isto porque os hidratos de carbono são a principal fonte de energia do organismo, e cortá-la por inteiro não é boa ideia. Nem sequer podem ser substituídos por proteína ou gordura, ou então colocará sérios riscos à sua saúde.

Equilibrar as quantidades é o principal segredo

É, de facto, o mais essencial. Deve manter sempre um rigoroso controlo sobre as quantidades nutritivas que ingere, e evitar oscilações diárias. Assim, esforce-se por comer sempre a mesma quantidade de hidratos de carbono, gorduras, proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Apesar de variar nos alimentos que servem de fonte, não varie nas quantidades nutritivas. Mas lembre-se: a variação de alimentos é importante. Caso contrário, enjoar-se-á muito facilmente da dieta, e quererá desistir dela.



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